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Ministro da Saúde tem mais que o dobro da aprovação de Bolsonaro, segundo pesquisa

Por Agência Estado, 03/04/2020 às 15:08
atualizado em: 03/04/2020 às 15:35

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Foto: Isac Nóbrega/Agência Brasil
Isac Nóbrega/Agência Brasil

A reprovação ao governo de Jair Bolsonaro atingiu 42% em abril, depois de alcançar 36% em março, de acordo com pesquisa divulgada pela XP Investimentos. É o maior nível de avaliações ruins ou péssimas desde o início do mandato, mas ainda estável no limite da margem de erro da pesquisa, de 3,2%.

A proporção da população que avalia o governo como "ótimo ou bom" caiu de 30% para 28% no período, também estável dentro da margem. É a primeira vez que a taxa fica abaixo do nível dos 30%.

A pesquisa incluiu um questionário especial sobre a pandemia do coronavírus no país. A atuação de Bolsonaro no combate ao vírus foi considerada "ruim ou péssima" por 44% da população, enquanto 29% enxergaram o desempenho do presidente como "ótimo ou bom" e 21%, como "regular".

A aprovação da atuação do presidente está empatada na margem de erro com a do Congresso (30%), da população (34%), e do Supremo Tribunal Federal (29%), mas bem abaixo da do ministro da Saúde, Henrique Mandetta (68%), dos governadores (59%), do ministro da Economia, Paulo Guedes (37%) e dos profissionais da saúde (87%).

A pesquisa também captou deterioração nas expectativas para o restante do mandato de Bolsonaro.

A proporção da população que espera que o governo dele seja "ruim ou péssimo" avançou de 33% para 37%, enquanto a avaliação "ótima ou boa" recuou de 38% para 34%.

"O que estamos vendo é que Bolsonaro mantém esse núcleo de apoio em torno de 30% e isso é o que ele precisa para chegar até 2022. Não esperamos mudança no comportamento dele", disse o analista político da XP Investimentos, Richard Back.

Ao mesmo tempo, a avaliação dos governadores disparou e a proporção que considera os governos dos chefes de estados como positiva subiu de 26% para 44%, enquanto a avaliação negativa derreteu de 27% para 15%.

A pesquisa ouviu 1.000 pessoas, por telefone, entre os dias 30 de março e primeiro de abril.

A amostragem leva em conta sexo, região, idade, tipo de cidade, religião, porte do município, ocupação, nível educacional e renda.

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